quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
3ª cidade: Coimbra ou Braga?
Trata-se de uma discusão já antiga mas que ainda tem panos para manga, muito em culpa da tão famosa Wikipedia. Ao pesquisarmos pelas duas cidades no famoso site, verificamos que este considera Braga a terceira cidade do país. Sem querer desmentir esta afirmação, não posso deixar de a questionar. Qual é afinal o critério para se considerar a importância de uma cidade? Se for a população, os minhotos considerarão esta discussão inútil, pois de acordo com os censos 2011, Braga supera em quase 30000 pessoas o munícipio de Coimbra. Mas há outros critérios a considerar, ou então teremos que considerar que Sintra é mais importante que o Porto. Por outro lado, à semelhança dos dois grandes centros urbanos, Coimbra perdeu população para os arredores. Já em Braga sucedeu o oposto. Mesmo assim, uma incursão de carro pela AMC e pela AMB dá-nos a ideia clara que apesar de o munícipio ter perdido população, Coimbra é ainda mais extensa que Braga. Os dados das duas transportadoras de passageiros também não mentem: 80000 passageiros/dia dos SMTUC contra os 30000 diários que os TUB transportam. Coimbra tem mais história, mais monumentos, mais comércio, mais turismo, mais centralidade, mais rede viária, mais importância estratégica do que Braga. Concentra em si responsabilidades governamentais como líder da região centro, ao passo que Braga tem no Porto essa delegação. A UC é sem dúvida mais atractiva que a UM e concentra maior número de estudantes e investigadores. O rio Mondego surge como factor de agregação da cidade e traz consigo um sem número de beníficios económicos e sociais. O Metro Mondego é uma realidade que só está à espera que as intermináveis burocracias terminem e os suspeitos do costume encham os bolsos para poder servir a cidade e a sua população. Por sua vez, Braga tem uma população mais jovem, está mais próxima dos aeroportos do Porto e Vigo e tem mais indústria. Mas isto por si só não me parece suficiente para a elevar a estatuto de terceira cidade portuguesa. Talvez se continuar o seu crescimento, a atracção de mais pessoas, façam uma melhor distribuição de renda para que não sejam meia dúzia de industriais e patos bravos a mandar na cidade e melhorem a sua rede de transportes, então aí sim, terá com toda a justiça o direito a assumir essa centralidade. Mas não para já.
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