segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O futuro

O ser humano, enquanto criança, sempre experimentou, testou, construiu. No entanto, até (sensivelmente) à revolução industrial, as crianças brincavam com o que tinham à mão, com o que era possivel - o mercado dos brinquedos orientado para as crianças é assim recente.
Um dos grandes marcos na industria dos brinquedos foi sem dúvida, o Lego. Quem de nós nunca construi e criou com os Legos?? Este brinquedo permite à criança construir, modelar, reformular, acrescentar, etc, o que é fanstastico para a sua aprendizagem. Do mesmo modo, os jogos computacionais que apelam à criatividade e à construção, podem ser igualmente estimulantes para a criança.

Os modos tradicionais de educação a que estamos habituados, poderão ser quebrados? O autor acredita que sim, se pusermos de parte a ideia de que a as coisas acontecem como sempre aconteceram. Pessoalmente concordo, pois na verdade não podemos comparar a sociedade actual às anteriores. De forma alguma! As pessoas esquecem-se que há 100-200 anos andávamos a cavalo, não tinhamos sistemas sanitários ou de saúde, não tinhamos luz, não tinhamos telemoveis, não "combinávamos cafés", e provavelmente teriamos que lutar em alguma guerra pelo menos uma vez na vida. A educação por seu lado (tirando obviamente a evolução social que sofreu), continua a ser feita mais ou menos da mesma forma...será isto correcto?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Fluência Técnológica e Mudanças

Neste capítulo do livro, Papert pretende transmitir aos leitores algumas noções básicas e importantes: como ele refere - "um mini curso em fluência tecnológica". O autor considera que uma boa forma de explicar e ensinar o leitor a ser tecnologicamente fluente é não complicar muito, e como tal decidiu, desde o inicio, que iria apenas trabalhar com dois programas de carácter geral: um navegador, para aceder à net, e ao MicroWorlds.
Neste capítulo são clarificadas algumas noções básicas de busca por determinado assunto ou qual o significado do click (embora hoje em dia já seja praticamente quotidiano acerder á net e a um motor de busca, há que ter em conta que este livro já tem alguns anos).

A escola: A mudança como factor importante no sentido de tornar a escola um local melhor é importante para Papert; dei particular atenção ao episódio ocorrido na página 210 (um diálogo entre Papert e um administrador escolar) - acho fantástico a forma como deu a volta à questão. ;)
Segundo Papert, a resistência do sistema educativo em mudar deve-se, por exemplo, à grande industria - a crescente entrada do computador em acção, afecta inevitavelmente o principal suporte teórico de qualquer aula - o manual escolar. Ora assim sendo, não é do melhor interesse desta gigantesca industria que serve milhões de clientes ver o seu negócio ameaçado...

Capítulo 5

No capítulo 5 do livro "a família em rede", Papert, fala-nos da família e da aprendizagem com computadores. O autor acha fundamental que os pais não só acompanhem o processo de aprendizagem dos filhos em matérias computacionais, como aprendam também! Concordo e explico porquê: procurando uma comparação, veio-me à memória um estudo de sociologia que afirmava que os jovens em meios familiares com uma educação superior são os que demonstram melhores resultados. Isto concerteza, não é fruto do acaso; se um jovem está a aprender a ler, mas os seus pais em casa são analfabetos, não consegue deles a ajuda que por vezes vai precisar, e vai-se sentir de certa forma desapoiado pelas figuras de referência para quase tudo o resto. Creio que, apesar de serem situações diferentes, é importante construir uma cultura de aprendizagem, dinâmica e onde todos possam partilhar e aprender no seio da mesma família.

Algumas reflexões...

Antes de mais apresento as minhas desculpas pelo desleixo do ultimo mês. A época dos exames esteve aí como sabem, e admito que de facto fui adiando a conclusão do blog. A professora Joana Viana propôs àqueles que considerou não terem o blog completo (pelo pouco conteúdo exposto acerca do livro), ou a realização de um trabalho por escrito, ou uma melhoria significativa no blog. Vou procurar então aperfeiçoar o blog nesse sentido:

Nos capítulos 3 e 4 do livro, Papert aborda a aprendizagem e os valores. Os video-jogos, como método de aprendizagem podem ser extremamente úteis, desde que o seu software e utilização sejam de boa classificação; por um lado, porque as crianças compreendem que a aprendizagem passa também por avaliar o processo e as acções realizadas, ou seja revêm mentalmente o que fizeram de errado com vista a melhorar da próxima vez. Por outro lado, porque a curiosidade e a ambição de dominar o jogo, dão asas à capacidade de assimilação da criança. Esta mesma situação aplicada à escola, com a criação de jogos matemáticos (refiro a matemática porque como se sabe esta é a grande dor de cabeça de muitos alunos), poderá surtir exactamente o mesmo efeito, o que se traduz numa visão promissora.